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Nietzsche e a verdade (II) - citações
Publicado por Paulo Queiroz em Filosofia |
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O pensar racional é um interpretar segundo um esquema que não podemos recusar;
O mundo aparece-nos como lógico porque nós, antes, o tornamos lógico; conhecimento e devir excluem-se;
Posto que tudo é devir, então o conhecimento só é possível tendo como fundamento a crença no ser;
O princípio (da contradição) não contém, portanto, nenhum critério de verdade, mas sim um imperativo sobre aquilo que deve valer como verdadeiro;
Kant acredita no fato do conhecimento: é uma ingenuidade o que ele quer: o conhecimento do conhecimento!
A legitimidade da crença no conhecimento é sempre pressuposta: assim como a legitimidade do sentimento do juízo de consciência;
Os princípios fundamentais da lógica, o princípio da identidade e da contradição, são conhecimentos absolutamente nenhuns! Mas sim artigos de fé reguladores!
Expresso moralmente: o mundo é falso. Mas, à medida que a moral, ela mesma, é um pedaço desse mundo, então a moral é falsa;
Todo acontecer, todo movimento, todo devir como um verificar-se de proporções de graus e de força, como luta;
“Verdade” é uma palavra para “vontade d poder”;
A verdade é um preconceito moral.
Extraídas de “A vontade de poder”. Rio de Janeiro: Contraponto, 2008.
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Paulo de Souza Queiroz: doutor em Direito (PUC/SP), é Procurador Regional da República, Professor do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e autor do livro Direito Penal, parte geral, S. Paulo, Saraiva, 3ª edição, 2006.