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2 respostas a “Criminalidade do poder, polícia e impunidade”

  1. Caro Paulo,
    No Brasil, em última análise, quem diz o que seja crime é o Delegado de Polícia. Digo isso por que entendo que a seleção se dá não só em razão do aspecto hierárquico, mas também em função de interesses pessoais. Em relação à morosidade dos inquéritos, é preciso notar que o Ministério Público tem significativa parcela de culpa, uma vez que a cada pedido de dilação do prazo o MP é ouvido, quando tem oportunidade - no exercício do controle externo - de requisitar as diligências necessárias e até propor a punição pela desídia, caso exista.

  2. É muito difícil investigar os chefes, detentores do poder, em cima da corda bamba.
    Às vezes, até acontece a investigação. Só que elas só servem para obter favores dos governantes.
    Agências policiais talvez sofreriam menos interferência de políticos.
    Nem se fale das polícias militares: estas sofrem interferências de todos os ramos da sociedade!

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