1)Apesar de não ter se dedicado especificamente ao direito, o direito não é um tema estranho à sua filosofia…
NIETZSCHE: Certamente. O que se poderia chamar de a minha filosofia do direito está em grande parte na minha genealogia da moral. De todo modo, como para mim o direito é uma continuação da moral por outros […]
1)É tão fácil converter os outros. É tão difícil converter a si mesmo;
2)Ser bom é estar em harmonia consigo mesmo. A discórdia consiste em ser forçado a estar em harmonia com os outros.
3)Todo pensamento é imoral. Sua própria essência é a destruição. Se pensamos em alguma coisa, nós a matamos: nada sobrevive à reflexão;
4)O que […]
Se o homem fosse imortal, não precisaria de Deus;
Deus é uma criação humana, como muitas criações humanas, a certa altura toma o freio nos dentes e passa a condicionar os seres que criaram essa ideia;
Fica claro que o milagre é uma ilusão de ótica absurda e inútil. Cristo expulsa os demônios do corpo de um […]
1)DERRIDA
Montaigne falava de fato, são suas palavras, de um “fundamento místico” da autoridade das leis: “Ora, as leis se mantêm em crédito, não porque elas são justas, mas porque são leis. É o fundamento místico de sua autoridade, elas não têm outro […]. Quem a elas obedece porque são justas não lhes obedece justamente pelo […]
Verdade é um tipo de erro sem o qual uma espécie de seres vivos não poderia viver. O valor para a vida decide em última instância.1
O professor Lênio Luiz Streck acaba de publicar um interessantíssimo livro, cujo título é: “o que é isto? – decido conforme a minha consciência?”2
O texto pretende combater o “juiz solipsista”3, […]
1)Professor: Quais foram - e são - suas principais influências (autores e obras)?
De todas as perguntas a que terei o gosto de responder, esta, a primeira, é-me a mais difícil – força-me a falar, com pudor, de mim próprio, e, melancolicamente, de um tempo passado.
Assim, começarei por dizer que não poderei identificar uma “principal influência” […]
Eu vos digo: é necessário ter um caos em si para poder dar à luz uma estrela bailarina. (p. 27)
De tudo quanto se escreve, agrada-me apenas o que alguém escreve com o próprio sangue. Escreve com sangue e aprenderás que sangue é espírito.
(…)
Outrora o espírito era Deus; mas depois se fez homem; agora se fez […]
Primeira. Não existem fenômenos jurídicos, nem jurídico-penais, mas apenas uma interpretação jurídica e jurídico-penal desses fenômenos. Em consequência, não existem fenômenos criminosos, mas apenas uma interpretação criminalizante dos fenômenos; e, pois, uma interpretação tipificante, culpabilizante etc.
Segunda. Analogia e interpretação analógica são uma só e mesma coisa, visto que o saber jurídico não é um saber […]
Religião é mitologia com outro nome; todo discurso religioso é um discurso mitológico, mas nem todo discurso mitológico é um discurso religioso.
O mundo está repleto de mitos de origem e todos são falsos do ponto de vista dos fatos (…). O primeiro passo para uma leitura do Antigo Testamento é considerá-lo como um produto igual […]
Não é a interpretação que depende do direito, mas o direito que depende da interpretação.
O direito não preexiste à interpretação, mas é dela resultado.
A interpretação é o ser do direito e o ser do direito é um devir.
O sentido das coisas (textos, provas, fatos etc.) não é dado pelas próprias coisas, mas por nós, ao […]
Montaigne falava de fato, são suas palavras, de um “fundamento místico” da autoridade das leis: “Ora, as leis se mantêm em crédito, não porque elas são justas, mas porque são leis. É o fundamento místico de sua autoridade, elas não têm outro […]. Quem a elas obedece porque são justas não lhes obedece justamente pelo […]
O conhecimento filosófico deve ser, antes de tudo, capaz de surpreender-se com o óbvio;
O homem não pode ser concebido com um ser imutável, encarnando reiteradamente aquelas formas de ser. Longe disso, a essência do homem é mutação: o homem não pode permanecer como é;
Tudo que sabemos do homem, tudo que cada um dos homens sabe […]
Li um texto e ele me disse algo.
Mostrei-o a um amigo, e a ele o texto disse coisa diversa.
A uma terceira pessoa, o texto disse algo que não dissera a nenhum de nós.
A uma quarta, o texto emudeceu.
Voltei a lê-lo muito tempo depois e o texto me disse algo completamente novo.
Tenho agora a impressão de […]